Se organizar, todo mundo transa

Tá cheio de gente no mundo, galera.

7 bilhões de pessoas, dizem por aí.

Se dividirmos apenas em homens e mulheres (o que seria uma grande bobagem, mas vou usar isso apenas como recurso), temos um panorama geral bem equilibrado.

E vamos falar de coisas superficiais e banais aqui, ok (como o sexo, aquele movimento que move o mundo pra frente, nada demais). Não é sério, nada grave, não é sobre a misoginia, miséria, as guerras, a fome e sim sobre comer.

Meu ponto?

Se olharmos a quantidade de zeros que temos na população e a quantidade de vezes que você, meu amigo e minha amiga, faz sexo por mês, certamente alguma coisa não está batendo, a não ser punheta.

Eu tenho uma porrada de amigos bem legais, bonitos, interessantes, inteligentes, divertidos, todos os dentes na boca (e mesmo que não tivessem isso não significa nada) e mais uma cacetada de amigas maravilhosas, lindíssimas cada uma de seu jeito, tem loira, tem peito, tem gorda, tem calada, tem arisca, tem olho verde, preto e até vesgo (essa sou eu).

E todos e todas, a cada cerveja no bar, se queixam sem parar que não acham ninguém legal, ninguém leal, que homem isso, que mulher aquilo, que o cara sumiu, que o boy não ligou, que a mina enlouqueceu, que já faz 1 ano que não transam. Pasmem, 1 ano. Tá foda ter uma foda.

O que está acontecendo, então? 

=/

Vamos relevar as inseguranças e os medos e pensar que tudo isso é apenas falta de organização. 

Acompanhem comigo. 

Se todo esse mundo fosse dividido em um excel com nome, whatsapp, alguns dados e a disponibilidade de dia/hora, opções de encontro, sei lá, um Facebook sem opinião (imaginem que lugar mágico, imagine all the people) controlado por um bom software resolveria a porra toda.

Como isso não vai estar sendo possível, sugiro que as pessoas comecem a - pausa dramática - conversarem. 

Os homens devem estar achando que as mulheres não querem transar e as mulheres tão louquinhas pra dar. Os gays também, os mano, as mina, até minha mãe se pá. 

E certamente para cada vontade de dar tem uma vontade de comer (ou mais).

Então proponho que você arrume um jeito de avisar a parcela da população que te interessa que você tá afinzão de uma boa noite de sexo.

Ou de amor.

Ou de Netflix. 

Ou de vinho.

Ou de conversa.

Ou de BDSM.

Ou de sexting.

Ou de friendzone.

Sei lá, se falem, ajeitem essa bagunça.

Paremos de mimimi, de se fazer, de se esconder, de ter medinho, de ter recato, recalque, ciúme, vergonha, machismo. 

Põe numa listinha quem você pegaria (vide a minha: todo mundo) e vai mandando aquele alô. 

Se pegou e não curtiu, avisa azamiga, se só quer transar vale o ex, avisa ele que é só sexo e pizza e se joga. Quem não quer transar com intimidade? Se não tá rolando de jeito nenhum pede pros brothers mais chegados, baixa app e avisa: aqui tem alguém querendo dar uma, duas, sei lá. Coloca no status do whatsapp, do face, reddit ou que caralhos você costuma usar pra se comunicar. Só sei que não tá usando em toda sua magnitude. 

O medo do que os outros vão pensar só tem causado falto de sexo. 

Resolvendo isso, todo mundo sai ganhando. 

E se não quiser também, só avisar, deixar claro. Colocar geral no banho maria, também não tá aumentando a estatística. 

Chama os amigos, conhecidos, desconhecidos, galera do trabalho pro rolê. Chama todo mundo que o coro vai comê. 

Porque se organizar, todo mundo transa. 

Tenta.